A contabilidade da construção civil vai além de emitir guias. Ela pode proteger (ou corroer) o seu resultado.

Ao longo dos últimos anos, tenho atendido cada vez mais empresas da construção civil: construtoras, incorporadoras, engenharias e empreiteiras que cresceram com base técnica, excelência na entrega e reputação construída no mercado. Mas quando chegam até a A1 Conta, quase sempre compartilham as mesmas dores: fluxo de caixa travado, tributação acima do esperado e falta de clareza sobre a rentabilidade dos projetos.

E não é por má gestão. É porque a contabilidade no setor é complexa e cheia de detalhes que, se ignorados, geram riscos e perdas.

RET, retenções e eSocial: o tripé que não pode ser negligenciado

Na construção civil, não dá para trabalhar com uma contabilidade “genérica”. É preciso dominar as particularidades fiscais do setor.

Por exemplo, o Regime Especial de Tributação (RET), voltado para incorporadoras, permite unificar tributos em uma alíquota reduzida desde que todos os critérios sejam cumpridos. Quando isso não acontece, a empresa corre o risco de ser autuada e ter que recolher impostos com retroatividade.

Além disso, temos as retenções obrigatórias de IR, INSS, CSLL, PIS e COFINS sobre serviços prestados. Elas precisam estar previstas no seu planejamento de precificação. Já vi muitos contratos rentáveis no papel se tornarem prejuízo na prática, simplesmente porque as retenções não foram consideradas na proposta.

 

E claro, o eSocial, que exige o controle detalhado da mão de obra, principalmente quando há volume elevado de contratações. Não é só uma obrigação acessória, é uma fonte constante de fiscalização.

Regime tributário: nem sempre o mais simples é o mais econômico

Um dos maiores equívocos que vejo no setor é a escolha do regime tributário com base apenas na carga aparente.

O Lucro Presumido pode ser vantajoso, especialmente em empresas com margem consistente e previsível. Mas em obras mais longas ou com oscilações de receita, o Lucro Real pode trazer economia real, pois tributa sobre o resultado efetivo e permite o uso de créditos.

O Simples Nacional, quando permitido, exige atenção redobrada. Alguns serviços da construção civil têm alíquotas elevadas e ainda perdem o benefício da segregação de receitas o que faz com que, muitas vezes, o simples seja tudo, menos simples.

 
Planejar é preciso, principalmente em um setor com ciclo operacional complexo

Outro ponto crítico: a sazonalidade da construção civil. O fluxo de caixa muda conforme a fase da obra. Tem momento de alta nos recebíveis, depois vem a fase de pagamento intenso com aquisições e contratação de mão de obra. E se não houver planejamento financeiro bem estruturado, o capital de giro some e com ele, a margem do projeto.

Na A1 Conta, nossa atuação vai além da entrega das obrigações. Nós separamos resultados por projeto, acompanha fase a fase e cruza dados da contabilidade com o financeiro para entregar uma visão clara, mensal e estratégica.

Concluir uma obra dentro do prazo e do orçamento é mérito. Fazer isso com rentabilidade e segurança tributária é gestão.

Se você atua no setor, sabe o quanto os detalhes fazem diferença. Na contabilidade, não é diferente. O que parece pequeno, como um regime fiscal mal escolhido ou uma retenção ignorada, pode custar caro no fim da obra.

Se quiser conversar sobre como adaptar a contabilidade da sua empresa à realidade da construção civil, estamos aqui. De forma próxima, consultiva e estratégica.

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